Reflexão sobre a medicina impessoal de hoje

Reflexão sobre a medicina impessoal de hoje

Há um tempo me deparei com esse texto de autor desconhecido na internet, e resolvi compartilhar com vocês. É uma crítica bem humorada e que pode infelizmente acontecer na medicina de hoje. Os médicos em geral deveriam refletir sobre o que o paciente pode sentir quando se sente doente!

Leiam com o coração.

A medicina de hoje

Hoje acordei sentindo uma dorzinha, aquela dor sem explicação, e uma palpitação, resolvi procurar um doutor, fui divagando pelo caminho.

Lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco e que para mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo.

O meu doutor que curava a minha dor, não apenas a do meu corpo mas a da minha alma, que me transmitia paz e calma!

Chegando à recepção do consultório, fui atendida com uma pergunta:

- Qual o seu plano?

- Ah, o meu plano é viver mais e feliz! É dar sorrisos, aquecer quem sente frio e preencher o vazio que sinto agora!”

Mas a resposta teria que ser outra… O meu bendito “Plano de Saúde”.

Apresentei o documento do dito cujo já meio suado, tanto quanto o meu bolso, e aguardei.

Quando fui chamada corri apressada, ia ser atendida pelo doutor, aquele que cura qualquer tipo de dor, entrei e o olhei.

Me surpreendi, rosto trancado, triste e cansado.

- Será que ele estava adoentado?

É, quem sabe, talvez gripado.

Não tinha um semblante alegre, provavelmente devido à febre.

Dei um sorriso meio de lado e um bom dia.

Sobre a mesa um computador e no seu semblante expressão de dor.

O que fizeram com o doutor?

Foi quando ouvi a sua voz de repente:

“O que a senhora sente?”

Como eu gostaria de saber o que ele estava sentindo.

Parecia mais doente do que eu, a paciente.

- Eu? Ah! Sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação.

Pensei… Ele vai me examinar, escutar a minha voz, auscultar o meu coração, etc.

Para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse:

- Peça autorização desses exames para conseguir a realização…

Quando li quase morri…

“Tomografia computadorizada “, “Ressonância magnética “, “Cintilografia”!

Ai, meu Deus! que agonia! Eu só conhecia uma tal de “abreugrafia”…

Só sabia que “ressonar” era dormir, de “magnético” eu conhecia um olhar… e “cintilar” só o das estrelas!

Estaria eu à beira da morte? De ir para o céu? Iria morrer assim ao léu?

Naquele instante timidamente pensei em falar:

- Terá o Sr. uma amostra grátis de calor humano para aquecer meu frio?

- Que fazer com essa sensação de vazio?

O tal “Pai da Medicina”, o grego Hipócrates, acreditava que “a arte da medicina estava em observar “.

Olhe para mim (pedi em silêncio).

Bem verdade que o juramento dele está ultrapassado!

Médico não é sacerdote.

Tem família e todos os problemas inerentes ao ser humano.

Mas, por favor, me olhe, ouça a minha história!

Preciso que o senhor me escute, ausculte e examine!

Estou sentindo falta de dizer até “aquele 33″!

Não me abandone assim de uma vez!

Procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança!

Alimente a minha mente e o meu coração.

Me dê, ao menos, uma explicação!

O Sr.não se informou se eu ando descalça.. ando sim!

Gosto de pisar na areia e seguir em frente deixando as minhas pegadas pelas estradas da vida, estarei errada?

Ou estarei com o verme do amarelão?

Existirá umas gotinhas de solução?

Será que já existe vacina contra o tédio? Ou não terá remédio?

Que falta o senhor me faz, meu antigo doutor!

Cadê o Sccot, aquele da Emulsão, que tinha um gosto horrível mas me deixava forte que nem um “Sansão”!

E o Elixir? Paregórico e categórico.

E o chazinho de cidreira, que me deixava a sorrir sem tonteiras?

Será que pensei asneiras?

Ah! Meu querido e adoentado doutor!

Sinto saudades dos seus ouvidos para me escutar, das suas mãos para me examinar, do seu olhar compreensivo e amigo.

Do seu pensar. O seu sorriso que aliviava a minha dor.

Que me dava forças para lutar contra a doença e que estimulava a minha saúde e a minha crença.

Sairei daqui para um ataúde?

Preciso viver e ter saúde!

Por favor, me ajude!

Oh! meu Deus, cuide do meu médico e de mim, caso contrário chegaremos ao fim.

Porque da consulta só restou uma requisição digitada em um computador e o olhar vago e cansado do doutor!

Precisamos urgente dos nossos médicos amigos, a medicina agoniza.

Ouço até os seus gemidos.

Por favor, tragam de volta o meu doutor!

Estamos todos doentes e sentindo dor.

E peço para o ser humano uma “receita de calor” e para o exercício da medicina uma “prescrição de amor”!

Humanize seu tratamento!

Trate-se com a Homeopatia!


Um abraço a todos,

Maldonado.